LOUD estreia hoje no First Stand contra a Lyon e quer supreender os Mexicanos para começar com vitória
Andre Guaraldo
17 Mar, 2026, 10:09
|Última atualização: 17 Mar, 2026, 10:21
A LOUD estreia no First Stand 2026 hoje, 17 de março, contra a LYON, na segunda MD5 do grupo B, em São Paulo. O confronto abre a campanha internacional do campeão da Copa CBLOL 2026 e encerra a espera da torcida brasileira pela primeira série do time no torneio.
Entendendo o First Stand e o Grupo da LOUD
O First Stand 2026 tem oito equipes, divididas em dois grupos com chave de dupla eliminação, todas as séries em melhor de cinco. No grupo B, a JD Gaming enfrenta Gen.G na primeira série do dia, e LOUD x LYON vem logo depois, com início previsto por volta das 13h, sujeito a atraso até a metade da tarde se a MD5 anterior se alongar.
O torneio usa o Fearless Draft, o que impede que um campeão apareça mais de uma vez por série para qualquer um dos lados. Isso força as equipes a mostrar diferentes leituras de jogo ao longo do confronto e aumenta o peso da preparação de draft, da profundidade da champion pool e da capacidade de se adaptar entre um mapa e outro.
Quem é a LYON?
A LYON chega ao Brasil como campeã do LCS Lock-In 2026, depois de virar a final contra a Cloud9 por 3 a 1. Na decisão, a equipe perdeu o primeiro jogo, mas controlou Barões e Dragões nos três mapas seguintes, venceu com placares de abates bastante favoráveis e quase não deu espaço para resposta da C9.
O time norte americano construiu esse título em torno de um núcleo com nomes de peso, como Inspired na selva e Berserker como atirador, além de Zamudo no topo, Saint no meio e Isles no suporte. Berserker foi eleito MVP da final, com KDA médio superior a 6 em quatro jogos e dano médio acima de 18 mil por partida, o que ajuda a projetar uma LYON que joga com muitos recursos voltados para a rota inferior e para lutas de meio e fim de jogo em torno de objetivos neutros.
Momento da LOUD e pontos fortes
A LOUD conquistou a vaga no First Stand ao vencer a Copa CBLOL 2026 e superar a RED Canids por 3 a 0 na grande final, resultado descrito por portais especializados como domínio claro da organização brasileira. O título confirmou mais uma campanha perfeita em decisões disputadas no país, já que a equipe venceu todas as finais que jogou no Brasil desde a entrada no League of Legends.
Na rota inferior, Bull e Redbert formam uma dupla que mistura jogador em ascensão com um suporte que soma cinco títulos de playoffs do CBLOL com cinco atiradores diferentes. Esse histórico indica um suporte acostumado a ajustar comunicação, timing de engage e controle de rota a perfis bem distintos, o que tende a ajudar na hora de lidar com um adversário do calibre de Berserker e com a exigência de montar novas combinações de campeões a cada jogo por causa do Fearless Draft.
O que esperar do confronto
Do lado da LYON, a tendência é ver planos de jogo que aceleram o ritmo pelo topo e, principalmente, pela selva, criando espaço para que Berserker chegue a lutas com dois itens em vantagem de farm e com controle total da visão em torno de Barão e Dragão, padrão que apareceu na reta final do Lock-In. Se o time norte americano repetir esse foco em objetivos e transição limpa de vantagem de rota para controle de mapa, a LOUD terá de responder cedo em movimento de suporte e caçador para evitar que a série se transforme em um desfile de lutas iniciadas em condições desfavoráveis.
Para a LOUD, o caminho passa por duas frentes claras. A primeira está na fase de rotas, em especial na rota inferior, usando a leitura de janela de all in de Redbert para tentar segurar ou até inverter a pressão sobre Berserker, que costuma decidir séries quando joga confortável. A segunda está na adaptação de draft entre um mapa e outro, explorando bem a obrigação de variar campeões do Hard Fearless Draft para tirar confortos da LYON e empurrar Inspired e Saint para escolhas menos presentes na campanha do Lock-In.
O formato em dupla eliminação ainda reduz o risco de eliminação imediata em caso de derrota na estreia, já que o perdedor cai para a chave inferior e ganha outra série no grupo. Mesmo assim, um bom começo frente à LYON teria peso grande para a LOUD, tanto para colocar o Brasil bem posicionado no grupo B quanto para reforçar que a ascensão rápida da equipe, do título da Copa CBLOL ao palco internacional em São Paulo, pode render mais do que simples participação e virar carta real para surpreender um campeão do Lock-In em MD5.
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Créditos da imagem em destaque: LOUD
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