Americas Cup: Furia, Sentinels ou Cloud9? Showmatch de ARAM ainda hoje!

Americas Cup: Furia, Sentinels ou Cloud9? Showmatch de ARAM ainda hoje!

Andre Guaraldo

7 Mar, 2026, 18:51

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Última atualização: 7 Mar, 2026, 19:03

A Americas Cup entra no fim de semana decisivo com um enredo perfeito: FURIA já garantida na grande final, Sentinels e Cloud9 lutando pela sobrevivência, e um showmatch de ARAM para aquecer a torcida antes da maratona de MD5 na Riot Games Arena, em São Paulo. É a reta final de um torneio curto, mas que conseguiu concentrar muita história em poucos dias, colocando CBLOL e LCS frente a frente em um clima de mini-MSI logo no início da temporada.

Clima de reta final na Riot Games Arena

Desde quarta-feira, o público brasileiro lota a arena vendo FURIA, RED Canids, Sentinels e Cloud9 se enfrentarem em séries recheadas de viradas, drafts criativos e um uso bem agressivo do formato Fearless. Agora, com apenas três equipes vivas na disputa e todas as partidas decisivas marcadas para o fim de semana, a sensação é de “tudo ou nada” em cada mapa jogado.

O fato de o torneio ser compacto, disputado de 4 a 8 de março, faz com que cada dia mude completamente a narrativa: em poucas horas, uma equipe passa de favorita a eliminada, enquanto outra renasce pela chave inferior. Para quem acompanha de casa ou diretamente da arena em São Paulo, o fim de semana da Americas Cup tem cara de mini-final de mundial em versão sprint.

Antes de tudo, showmatch de ARAM

Antes mesmo de descobrir quem será o grande campeão, a programação de hoje reserva um showmatch de ARAM para soltar o clima e aproximar ainda mais os jogadores da torcida. É aquele momento de ver estrelas do CBLOL e da LCS jogando “no modo viewer”, arriscando picks caóticos, builds questionáveis e jogadas que eles jamais fariam em um mapa competitivo de Summoner’s Rift.

Esse tipo de atração é importante para reforçar a identidade da Americas Cup como um evento de entretenimento e intercâmbio, não apenas um torneio valendo bootcamp na Coreia. Em um calendário cada vez mais carregado, ter espaço para esse tipo de conteúdo ajuda a criar memórias, clipes virais e momentos que sobrevivem muito além do placar final.

Sentinels x Cloud9: a última chance

Logo depois da diversão, começa o drama: Sentinels e Cloud9 se enfrentam pela última vaga na final contra a FURIA. A Sentinels chega machucada, depois de tomar um 3–0 seco das Panteras na final da chave superior, mas ainda mostrando um macro sólido e boa leitura de mapa em séries anteriores. A Cloud9, por sua vez, vem da rota da recuperação, tentando deixar para trás o 0–2 sofrido contra a própria FURIA na estreia e capitalizar a experiência de séries longas na chave inferior.​

Em termos de estilo, a Sentinels tende a apostar em composições de mid game mais controladas, com forte front-to-back e foco em lutas de objetivo, enquanto a Cloud9 tradicionalmente flerta com drafts explosivos de early game, snowballando rotas laterais quando o plano dá certo. Em um MD5 com Fearless, isso abre espaço para uma verdadeira montanha-russa: os primeiros jogos devem revelar rapidamente quem chega melhor preparado para navegar por cinco drafts completamente diferentes.

FURIA no centro das atenções

Do outro lado da chave, a FURIA assiste a tudo do camarote, já classificada para a grande final depois de atropelar a própria Sentinels por 3–0 na final da upper. Some isso ao 2–0 aplicado sobre a Cloud9 na estreia e fica claro por que o discurso natural é de FURIA como grande favorita no fim de semana.

Os brasileiros não só estão invictos em séries, como mostraram grande capacidade de adaptação dentro das MD5, variando composições entre controle de grupo pesado, engages explosivos e setups de scaling sem perder identidade. Jogar “em casa”, na Riot Games Arena, com a torcida gritando a cada pickoff e a cada ace, adiciona um buff emocional que o CBLOL conhece muito bem desde outras campanhas internacionais em São Paulo.​

FURIA é, então, a favorita ao título?

No papel, sim: a FURIA chega à final sem ter perdido para nenhum dos possíveis adversários e com um 3–0 convincentíssimo sobre a Sentinels na última série da chave superior. O time mostrou melhor leitura de meta, maior flexibilidade de draft dentro do Fearless e, principalmente, execução mais limpa em momentos de pressão, fechando jogos sem dar tantas brechas para viradas.​

Mas o formato também impede qualquer conformismo. A equipe que vier da chave inferior – seja Cloud9, seja a própria Sentinels em uma possível revanche – chegará à final “quente”, depois de uma MD5 intensa, e com um banco de estratégias recém-testadas em jogo oficial. Em séries longas, é comum ver times ajustando totalmente o plano a partir do jogo 3; um draft bem guardado, uma leitura específica sobre o mid/jungle brasileiro ou até um pocket pick preparado exclusivamente para esse duelo podem virar a maré rapidamente.

Responder a essas questões é o que torna esse fim de semana tão atrativo: mais do que descobrir quem leva o título, a Americas Cup está servindo como laboratório de luxo para medir, logo em março, o peso real de CBLOL e LCS no cenário internacional de 2026.


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Créditos da imagem em destaque: Riot Games

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