Metade do Six Invitational já foi: veja como estão os Brasileiros até agora!
Metade do Six Invitational já passou, e os primeiros dias de competição deixaram um recado claro para os brasileiros: ninguém está fora da briga, mas alguns carregam bem mais peso nos ombros do que outros. Enquanto Fluxo W7M e FaZe Clan se consolidam como candidatos fortes a seed alto nos playoffs, Ninjas in Pyjamas e Black Dragons já vivem um cenário de urgência em seus grupos.
NiP sente a pressão no Grupo A
No Grupo A, a Ninjas in Pyjamas é o time brasileiro que mais preocupa até aqui. Com apenas 2 pontos somados em três séries, a NiP aparece na penúltima colocação, à frente apenas da BNK FEARX, e ainda não conseguiu vencer uma MD3 sequer. As derrotas para M80 e Team Heretics expuseram dificuldades em fechar mapas equilibrados e um saldo de rounds bem negativo, o que pesa demais em caso de desempate.
O topo da tabela ajuda a dimensionar o tamanho da missão: Weibo Gaming lidera com 11 pontos, seguida pela própria Heretics (6) e pela M80 (4), todas em situação confortável na corrida por vaga. Para a NiP, a reta final de grupos já tem clima de “decisão” em todos os jogos.
FURIA: classificação antecipada e candidata a levantar a marreta
No Grupo B, a FURIA é um dos grandes destaques brasileiros. A equipe abriu o torneio com uma vitória maiúscula por 2–1 sobre a poderosa Team Falcons, finalista do Six Invitational 2025, em uma série decidida com um atropelo por 7–1 em Lair no mapa decisivo. Em seguida, os Panteras passaram por cima da Elevate com um 2–0 seguro, controle total em Bank (7–3) e Chalet (7–4), com HerdsZ terminando a série com 32 abates e dominando as estatísticas individuais.
Com esses resultados, a FURIA chegou aos 7 pontos e garantiu matematicamente sua vaga nos playoffs antes mesmo do fim da fase de grupos, dividindo a ponta da tabela do Grupo B com a Wildcard Gaming, enquanto Falcons e Daystar correm por fora e a Elevate amarga a lanterna. A classificação antecipada não muda a exigência: cada jogo restante vale muito para o seed, e terminar em primeiro do grupo significa começar o mata-mata em uma posição muito mais confortável no chaveamento.
FaZe e Black Dragons no grupo mais caótico
Se no Grupo A o problema é correr atrás, no Grupo C o desafio é sobreviver ao que talvez seja o grupo mais caótico do Invitational. FaZe Clan e Black Dragons caíram numa chave com G2 Esports, Dplus KIA e Shopify Rebellion, e as primeiras rodadas já mostraram que não existe jogo fácil por aqui.
A FaZe largou da forma que o torcedor gosta: vitória por 2–1 sobre a Shopify, em uma série trabalhosa, mas que reforça a capacidade da equipe de ajustar o plano de jogo ao longo do confronto. Já a BD, por outro lado, começou em rota de colisão com a tabela, perdendo por 1–2 para a Dplus KIA e levando um 0–2 da FaZe na sequência.
O recorte coloca a FaZe em uma posição intermediária, totalmente viva na briga pelo topo, enquanto a Black Dragons entra na segunda metade do grupo praticamente obrigada a pontuar em todos os compromissos restantes. Duelo direto com G2 e um reencontro com a Shopify ainda podem redesenhar esse cenário, mas o espaço para erro é mínimo.
Fluxo W7M divide protagonismo no Grupo D
No Grupo D, o tom é bem diferente: o Fluxo W7M encaixou exatamente o começo de torneio que o fã brasileiro queria ver. São 7 pontos conquistados em duas séries, com vitórias sobre ENTERPRISE Esports (2–0) e Oxygen Esports (2–1), desempenho que coloca o time na vice-liderança da chave.
A ponta da tabela, porém, tem dono por enquanto: a Team Secret soma 11 pontos com três vitórias em três jogos, incluindo triunfos sólidos em cima de ENTERPRISE e Spacestation Gaming. A disputa direta entre Secret e Fluxo W7M, que ainda vai acontecer nesta fase, tem cara de jogo que vale não só a liderança do grupo, mas também o recado psicológico para o mata-mata.
Mesmo assim, o cenário é dos mais positivos: o Fluxo W7M já mostrou repertório de mapas, resiliência em série fechada contra a Oxygen e controle absoluto nas partidas contra a ENTERPRISE, se credenciando desde já como uma das grandes ameaças brasileiras para a fase de playoffs.
As ameaças internacionais mapeadas
Mesmo com o foco nos brasileiros, é impossível ignorar as “pedras no sapato” que começam a se desenhar como vilãs em potencial do torneio:
- Weibo Gaming: líder disparado do Grupo A, com 11 pontos em três séries e round balance muito positivo, a Weibo se firma como candidata real a título e um cruzamento nada desejado para qualquer brasileiro.
- Team Heretics: com 6 pontos, vitória em cima da NiP e séries bem controladas, a Heretics mostra consistência e um estilo capaz de castigar equipes que dependem muito do individual.
- Dplus KIA: algoz inicial da Black Dragons, a Dplus KIA já coleciona boas atuações no Grupo C e se destaca pelo jogo tático e disciplinado, perfil clássico de time que quebra o ritmo agressivo brasileiro.
- G2 Esports: mesmo em um grupo cheio de narrativas, a G2 mantém a aura de time grande que cresce em evento mundial; qualquer cruzamento com brasileiro em mata-mata tende a ser carregado de peso histórico.
- Team Secret: líder do Grupo D, é a rival direta do Fluxo W7M pela ponta da tabela e talvez o melhor termômetro para medir até onde o representante brasileiro pode ir quando o nível sobe de verdade.
Com a fase de grupos caminhando para a reta final, o cenário é o seguinte: o Brasil ainda tem força coletiva suficiente para sonhar com título, mas o margin for error está cada vez menor para NiP e Black Dragons, enquanto FaZe e Fluxo W7M precisam transformar bom início em constância para chegar aos playoffs na parte de cima do chaveamento. A segunda metade do torneio promete ser o filtro definitivo entre quem veio para competir e quem realmente tem cara de campeão mundial em 2026.
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Créditos da imagem em destaque: Rainbow Six Siege
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