Recorde quebrado de Paluh coloca ele como o maior jogador da história do Rainbow Six?

Recorde quebrado de Paluh coloca ele como o maior jogador da história do Rainbow Six?

Na partida contra a Spacestation Gaming pela Lower Bracket do Six Invitational 2026, em Paris, Luccas “Paluh” Molina alcançou um marco histórico. No mapa Chalet, vencido pela Fluxo W7M por 7–2, o brasileiro ultrapassou André “nesk” Oliveira e se tornou o jogador com maior número de eliminações da história do Rainbow Six Siege, chegando a 5.535 kills em partidas oficiais. Poucas semanas depois da aposentadoria de Nesk, antigo líder desse ranking, o topo mudou de dono e reacendeu uma pergunta central: esse recorde é suficiente para colocar Paluh como o maior jogador da história do Rainbow Six?

Do recorde à construção de um candidato a GOAT

Paluh chegou ao cenário de elite em 2018, após passagem pela BootKamp, quando foi contratado pela Team Liquid. Desde então, construiu uma carreira marcada por alto impacto em praticamente todas as competições que disputou. Pela Liquid, acumulou prêmios individuais importantes: foi eleito jogador nº 1 do Ano 5 pela SiegeGG e, no Six Invitational 2021, mesmo sem o título, foi escolhido MVP do campeonato, liderando as principais estatísticas individuais do torneio. A mudança para a w7m esports, depois rebatizada como Fluxo W7M, manteve o padrão: em um novo elenco, Paluh continuou como referência de frag e peça decisiva em playoffs nacionais e internacionais.

O recorde de abates é, em parte, consequência dessa combinação de longevidade e consistência. Diferente de jogadores que migraram para funções mais passivas com o passar dos anos, Paluh passou quase toda a carreira atuando na linha de frente, como entry ou segundo entry, enfrentando sempre os duelos mais arriscados do mapa. Ainda assim, foi o primeiro a ultrapassar +1000 de diferença entre kills e mortes em torneios relevantes, algo que reforça o nível de eficiência mantido ao longo de várias temporadas. Some a isso o número de clutches e 1vX vencidos, e o quadro que se forma é o de um jogador que não só elimina muito, mas decide rodadas com frequência em cenários de pressão.

No recorte brasileiro, o impacto do recorde é direto. Durante anos, Nesk foi a principal referência do país, tanto em desempenho quanto em imagem. Ele liderou rankings de abates em diversos campeonatos internacionais e foi peça importante na consolidação do Brasil como potência mundial de R6. A ultrapassagem de Paluh no topo histórico de kills, somada ao pacote de prêmios individuais e à regularidade em eventos de ponta, fortalece a leitura de que, hoje, ele é o jogador brasileiro com o conjunto mais completo de desempenho e longevidade em alto nível, ainda que o papel pioneiro de Nesk siga pesando no imaginário da comunidade.

O recorde basta para chamar Paluh de maior da história?

Quando a discussão sai do cenário nacional e entra na esfera de “maior da história”, outros fatores entram em jogo. A conversa sobre GOAT em Rainbow Six costuma considerar, além de números individuais, a quantidade de títulos mundiais, a participação em dinastias dominantes e o impacto tático e de liderança em elencos campeões. É nesse ponto que nomes como Pengu e Canadian ainda aparecem com vantagem em parte da comunidade. Pengu foi peça central da era PENTA/G2, levantando múltiplos Six Invitationals, títulos de Pro League e outros troféus S-Tier, simbolizando a primeira grande dinastia do jogo. Canadian, por sua vez, construiu a carreira como líder in-game de elencos campeões de Six Invitational em fases diferentes do cenário, muito mais associado à leitura de jogo e comando dentro do servidor do que a estatísticas brutas.

Paluh, até aqui, não reúne o mesmo volume de troféus mundiais. Ele tem títulos regionais, campanhas fortes em Majors, um Six Invitational em que foi MVP e presença constante entre os melhores jogadores de cada temporada, mas ainda não foi o rosto principal de uma sequência longa de conquistas globais no nível das antigas PENTA/G2 ou dos elencos liderados por Canadian. Por esse motivo, o recorde de abates, isoladamente, não é suficiente para encerrar o debate e decretá-lo como o “maior da história” em todos os critérios.

O que muda com o recorde é o patamar da discussão. A partir do momento em que se torna líder histórico de kills, com alta eficiência e impacto em cenário internacional por tantos anos, Paluh deixa de ser apenas um dos grandes e passa a ser peça obrigatória em qualquer lista séria de candidatos a GOAT. Em termos de frag e desempenho individual, o argumento a favor dele é muito forte. No comparativo de títulos máximos e domínio coletivo, a balança ainda pesa um pouco mais para jogadores como Pengu e Canadian.

Diante disso, a resposta à pergunta do título é menos um “sim” ou “não” definitivo e mais um retrato do momento: o recorde quebrado coloca Paluh no centro da discussão sobre o maior jogador da história do Rainbow Six, especialmente pelo lado individual. Para que ele seja visto de forma mais ampla como o GOAT completo (somando números, títulos e legado), o fator que pode alterar o cenário são futuras conquistas mundiais no mesmo nível do desempenho que já apresenta. Hoje, o consenso possível é que Paluh ocupa a primeira prateleira da história do R6 competitivo; a disputa é para saber se ele já está, ou ainda vai chegar, sozinho no topo desse grupo.


Continue ligado na Strafe Esports para mais notícias sobre o Six Invitational. Siga-nos em nossas Redes Sociais para notícias em tempo real do seu jogo favorito.

Créditos da imagem em destaque: Prêmio eSports Brasil/Saymon Sampaio

Evento Conquista da Temporada 1 de Overwatch: Desafios, Recompensas e Muito Mais

Vitality dá All-In com Time de Warzone e Mais Dois FPS para a EWC 2026

Comentário (0)

Login para comentar sobre esta partida