Marco Digital Brasileiro: Esports Enfrentam Nova Era de Proteção Infantil
O cenário dos jogos eletrônicos e esports no Brasil passou por uma transformação histórica com a sanção da Lei 15.211/2025, conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
Sancionada pelo presidente Lula em 17 de setembro, a nova legislação estabelece regras rigorosas para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, impactando diretamente desenvolvedoras de jogos, plataformas de streaming, organizações de esports e toda a indústria gamer brasileira. Com penalidades que podem chegar a 10% do faturamento anual ou R$ 50 milhões por infração, essa lei promete revolucionar como empresas tecnológicas operam no país.
Fim Definitivo das Loot Boxes e Verificação de Idade
Uma das mudanças mais radicais para a comunidade gamer é a proibição total das caixas de recompensa (loot boxes) em jogos direcionados a crianças e adolescentes. Diferentemente de outros países que apenas regulamentam essa prática, o Brasil optou por banir completamente essa mecânica considerada prejudicial ao desenvolvimento infantil.
A medida visa combater práticas que podem desenvolver comportamentos compulsivos e prejudicar a saúde financeira dos jovens jogadores. Além disso, acabou a era da autodeclaração de idade nas plataformas. As empresas agora devem implementar mecanismos confiáveis e auditáveis para verificar a idade dos usuários, impedindo que menores acessem conteúdos inadequados ou jogos classificados para maiores de idade.
Supervisão Parental e Controles Rigorosos
A lei estabelece que crianças até 16 anos devem ter suas contas vinculadas aos responsáveis legais, que terão acesso a ferramentas de supervisão parental configuradas no nível máximo de proteção por padrão. Os pais poderão controlar comunicações, limitar tempo de uso, restringir compras e monitorar interações com adultos.
Para jogos eletrônicos com funcionalidades de interação entre usuários, sistemas robustos de moderação de conteúdo se tornam obrigatórios. A legislação também afeta diretamente o mercado de influenciadores digitais mirins, exigindo autorização judicial prévia para atividade comercial de menores nas plataformas. Decisões recentes da Justiça do Trabalho já aplicaram multas de R$ 50 mil por dia para casos irregulares.
Multas Milionárias e Transformação da Indústria
As penalidades estabelecidas são severas e revolucionam o cenário regulatório brasileiro. Empresas podem receber multas de até 10% do faturamento anual ou R$ 50 milhões por infração, além de possível suspensão das atividades. Para companhias com mais de 1 milhão de usuários menores de idade, relatórios semestrais detalhando medidas de proteção, moderação de conteúdo e aprimoramentos técnicos se tornam obrigatórios.
Pais, responsáveis e marcas que monetizam conteúdo com crianças devem adotar salvaguardas legais rigorosas para evitar penalizações. A Lei 15.211 representa um marco na proteção digital infantil, posicionando o Brasil como pioneiro mundial na regulamentação de esports e jogos eletrônicos para menores, equilibrando o desenvolvimento da indústria com a segurança dos jovens gamers brasileiros.
Créditos da imagem em destaque: Valve
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