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Major de CS2 na Arábia Saudita? Tudo que ouvimos na coletiva de imprensa da EWC.

Major de CS2 na Arábia Saudita? Tudo que ouvimos na coletiva de imprensa da EWC.

20 Jan
Andre Guaraldo

A Strafe Esports foi recentemente convidada para participar de um evento de imprensa organizado pela Esports World Cup (EWC). Nele, aconteceu uma mesa redonda sobre a EWC 2026 e os planos para os próximos anos, esclarecendo algumas das principais dúvidas em torno de um dos organizadores de torneios de esports que mais cresce no mundo.

O encontro contou com a presença de Mike McCabe, vice-CEO e COO da Esports World Cup Foundation (EWCF), além de Fabian Scheuermann, Chief Games Officer da organização.

A EWC se torna um gigante nos esports

Ao longo da apresentação, a EWCF destacou um crescimento consistente em praticamente todos os indicadores-chave, incluindo produto EWC, ações de marketing e experiência do público no evento. O salto mais impressionante veio justamente do marketing: foram registradas 888 milhões de interações nas redes sociais, um aumento de 393% em relação ao ano anterior, além de 9,6 bilhões de impressões, um crescimento igualmente explosivo de cerca de 250% ano a ano.

Embora a percepção da comunidade siga dividida por conta dos laços estreitos da EWC com o governo saudita, é inegável que a iniciativa vem ganhando força e, em pouco tempo, conquistando um espaço próprio dentro do ecossistema competitivo. Esse movimento, considerando a escala do projeto, dificilmente pode ser visto como uma surpresa.

A EWC tem se posicionado estrategicamente como uma espécie de “Meca” global dos esports, reunindo em um mesmo festival uma grande variedade de títulos competitivos. De gigantes como Dota 2 até modalidades menos populares, como sim racing, há opções para diferentes perfis de jogadores e fãs, o que reforça ainda mais o apelo do evento.

“O que realmente nos animou foi o engajamento nas redes sociais. E foi aí que focamos o conteúdo que estávamos criando, contando histórias pessoais que impulsionariam esse engajamento e esse alcance nas redes sociais, especialmente quando estávamos mirando em novos mercados. E estamos começando a nos concentrar em alcançar o público não-fã de esports para atingir um público mais amplo.”

Em 2025, o xadrez fez sua estreia na EWC, marcando um momento histórico ao colocar um dos jogos mais antigos da humanidade lado a lado com títulos modernos e de alto apelo competitivo.

Planos para 2026 e além

Durante o evento, Fabian apresentou a ambição da EWC de “reunir todos os principais títulos competitivos do planeta” em seu ecossistema. Ele também reforçou que a ideia é manter, tanto quanto possível, os jogos que já fazem parte do catálogo, facilitando o planejamento dos clubes e permitindo investimentos de longo prazo em cada modalidade, com mais estabilidade.

Em 2026, o foco da EWC passa a ser o modelo de coorganização (como eles próprios definem). Em parceria com os estúdios e publishers, o objetivo é integrar o torneio aos circuitos oficiais de esports, funcionando como “uma parada central ou um verdadeiro evento de Tier 1” dentro de cada temporada competitiva.

No caso de Rainbow Six Siege, por exemplo, já foi confirmado que a EWC em 2026 vai receber o Mid-Season Championship, com o campeão garantindo vaga direta para o Six Invitational que acontece no fim do mesmo ano.

Até o momento da publicação, 24 jogos já estão confirmados para a EWC 2026:

GameEvento
Trackmania
VALORANT
Dota 2
Fatal Fury: City of the Wolves
Apex LegendsALGS: 2026 Split 1 Playoffs
Mobile Legends: Bang BangMLBB Mid Season Cup 2026
Mobile Legends: Bang BangMLBB Women's Invitational 2026
Honor of Kings
Free Fire
FortniteReload Elite Series Championship
Rocket League
League of Legends
Call of Duty: Black Ops 7
Chess
PUBG MobilePUBG Mobile World Cup 2026
Overwatch 2OWCS Midseason Championship 2026
Rainbow Six SiegeMid Season Championship 2026
Call of Duty: Warzone
EA SPORTS FC 26
Teamfight Tactics
PUBG
Tekken 8
Crossfire
Street Fighter 6
Counter-Strike 2

Xadrez retorna em 2026

Na parte de perguntas e respostas, os executivos também falaram sobre o desempenho do xadrez como uma das modalidades da EWC e sobre como enxergam o papel do mindsport dentro do portfólio de jogos do evento.

A questão colocada foi se, com a volta do xadrez em 2026, a organização enxerga a modalidade como um pilar permanente da EWC ou se a inclusão em 2025 foi apenas um teste pontual para ampliar o alcance de público.

“Ficamos realmente emocionados, e foi um experimento, sem dúvida. O xadrez nunca fez parte, historicamente, do núcleo dos esports como um dos títulos que o público está acostumado a ver ali, mas sentimos muito claramente que era uma oportunidade e que ele merece esse espaço. Quando olhamos para o tamanho da comunidade de xadrez digital ao redor do mundo, e como ela continua crescendo, do nosso ponto de vista, esse investimento valeu a pena.​

O torneio superou nossas expectativas em praticamente todos os aspectos. Acho que, já na metade do evento, desejávamos ter um local maior. O próprio Magnus queria que o local fosse maior também. Então, eles terão um espaço maior neste ano, e definitivamente não foi algo de ‘uma vez só’. É um projeto no qual continuamos investindo, trabalhando junto com a comunidade de xadrez para entender como podemos nos conectar ainda mais com esse público. E também vemos cada vez mais pessoas da comunidade tradicional de esports interessadas em assistir, muitas delas passaram a jogar xadrez ao longo desses 12 meses.​

Estamos muito empolgados para o segundo ano e acreditamos que muitos clubes viram como tudo funcionou e começaram a montar seus próprios elencos para competir no palco mais alto possível. Não se trata apenas de dar continuidade: o xadrez é um dos jogos que sentimos que realmente nos ajuda a expandir nossos objetivos, alcançando não só o público endêmico de esports, mas também quem está fora desse núcleo. Tradicionalmente, o xadrez é praticado por muita gente, inclusive por profissionais de esports que jogam no tempo livre. Acreditamos que isso ajuda a conectar as diferentes peças e comunidades, porque praticamente todo mundo consegue se relacionar com o xadrez, ou pelo menos uma grande parte das pessoas. E é por isso que seguimos fortalecendo nossa parceria com o chess.com, não apenas para este ano, mas para muitos anos pela frente.”​

A EWC mira um Major de CS no futuro?

Quando questionados sobre a possibilidade de sediar um Major de Counter-Strike, os executivos da EWC reconheceram que a ideia é bastante atrativa, mas reforçaram que isso não aparece hoje entre as prioridades da fundação. Fabian comentou que “acredita ser possível oferecer Counter-Strike de altíssimo nível mesmo sem a chancela de Major”.

"Acreditamos que o EWC se sustenta por si só e também pode atrair os melhores jogadores devido à premiação. Graças às regras do torneio sobre como tratamos os jogadores e à nossa abordagem que prioriza o jogador, achamos que isso o torna muito interessante para os jogadores de CS."

Fabian também ressaltou que a presença de tantos outros títulos no evento, somada ao hype em torno da EWC, acaba elevando o torneio de Counter-Strike a um patamar em que ele se mantém relevante por muitos anos, com ou sem o status adicional de Major.

Outros organizadores de esports não são o foco

As ambições da EWC vão além de rivalizar com outros organizadores de campeonatos de jogos eletrônicos. Durante o encontro, a fundação reforçou que um dos objetivos centrais é “apoiar o ecossistema de esports e impulsionar o crescimento da cena como um todo”.

“Não estamos tentando competir do ponto de vista de evento”, explicou McCabe. “Nosso foco de comparação são, de fato, os esportes tradicionais do mundo real. São eles que usamos como referência em praticamente todos os aspectos, e muitos deles tiveram décadas, ou mais, para se estabelecer.”

Ele completou dizendo que a meta é entender como replicar, dentro dos esports, o nível de engajamento e fidelidade que se vê nas grandes ligas esportivas tradicionais, levando esse tipo de fandom a uma escala global no universo competitivo digital.

Mais clubes no lineup de 2026

Em relação à possibilidade de abrir espaço para mais equipes competirem nos torneios da EWC, os executivos confirmaram que esse é um caminho que a fundação quer seguir. Ao mesmo tempo, destacaram que a densidade do calendário da EWC torna esse processo cada vez mais complexo a cada nova temporada.

"Então, olhando para o futuro, estamos trabalhando mais com as editoras para alcançar isso, porque é algo que queremos, é algo que as editoras querem e é algo que a comunidade quer, especialmente quando falamos de partidas MD1 e todos aqueles mata-matas super competitivos. Queremos ver mais disso, mas queremos ver com um espectro mais amplo de equipes. Portanto, é uma ambição. Algumas equipes conseguirão isso este ano. Alguns jogos conseguirão isso este ano. Anunciaremos mais informações sobre isso e os detalhes para cada jogo. Mas isso nos dá um pouco mais de tempo para atingir esse estado ideal para cada jogo."

Acompanhe toda a ação na página de torneios da Strafe Esports tournaments enquanto a Esports World Cup se desenrola ao longo da temporada.

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Crédito da imagem em destaque: Esports World Cup Foundation


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