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MIBR GC Anuncia Reconstrução com Três Novos Nomes Para 2026

MIBR GC Anuncia Reconstrução com Três Novos Nomes Para 2026

13 Jan
Andre Guaraldo

Três é o número da renovação total. Depois de fechar 2025 em terceiro lugar no Game Changers Championship sem conquistar o título que queria, a MIBR GC decidiu revolucionar. A organização anunciou a chegada de Constanza "conir" Reyes, Ester "mizzy" Cardoso e David "waved" Seman ao seu elenco inclusivo para a temporada de 2026, se juntando a Paula "bstrdd" Naguil e Melissa "melissa" Souza, remanescentes do time que terminou 2025.

O Adeus Da Esperança

Sair de um terceiro lugar em um mundial não é nenhum demérito. Mas quando você enxerga a Team Liquid erguendo o troféu do Game Changers Championship em Seul no final de 2025, primeira vitória brasileira em um mundial de Valorant inclusivo, fica difícil não pensar em "e se?" A equipe anterior, que tinha Giulia "lissa" Lissa, Camila "sayuri" Obam e Nicolas "srN" Niederauer, era criativa, agressiva, cheia de poder de fogo. srN chegava a ter centenas de kills em alguns dos últimos jogos. O problema? Poder de fogo nem sempre se traduz em consistência. E a liderança da MIBR entendeu isso.

Conhecendo os Novos Integrantes da MIBR GC

Conir

Constanza "conir" Reyes chega com uma reputação consolidada, aquela que você constrói ao longo da carreira. Aos 28 anos, a chilena passa quatro temporadas inteiras com a KRÜ Blaze, equipe que conquistou nada menos que quatro títulos regionais em quatro anos no LATAM.

Uma jogadora que conquistou quatro vagas diretas para o GCC não sai de lá por acaso. Conir é sinônimo de competência e experiência. Na KRÜ, viu de perto como se vence e como se prepara para duelos internacionais.

Mizzy

Se Conir traz o peso da experiência internacional, Ester "mizzy" Cardoso representa a busca por frescor com enraizamento local. Aos 22 anos, Mizzy passou boa parte de 2025 na TBS Esports, onde ajudou a equipe a chegar ao quarto lugar na final brasileira.

Aqui abre-se uma questão tática interessante: duas controladoras (Conir e Mizzy) no elenco significam que uma delas precisará fazer rodízio de agente ou o MIBR implementará composições que favoreçam múltiplos controladores. Mizzy conhece bem o cenário doméstico, entende a meta brasileira e não é novata.

Waved

Para fechar o trio, entra David "waved" Seman, aos 20 anos. Diferente de Conir e Mizzy, Waved chega para resolver aquele quebra-cabeça que todo time que quer ganhar precisa resolver: ter um Duelista confiável, alguém que você coloca numa situação difícil e ele sai vivo. Waved vem da Leviatán GC, onde ganhou experiência no cenário sul-americano. Começou em PUGs, evoluiu para equipes estruturadas e chega à MIBR ainda com certa imaturidade, mas com potencial visível.

O Núcleo que Permanece

Enquanto tudo muda, dois nomes seguem. Paula "bstrdd" Naguil é aquela jogadora que você viu em diversas composições durante 2025. Ela é flexibilidade pura e chegou à MIBR já consolidada no cenário. Melissa "melissa" Souza é a iniciadora confiável, aquela que faz as primeiras leituras do mapa funcionarem.

O fato de Bstrdd permanecer é simbólico. Ela foi parte do terceiro lugar internacional. Ela sabe o que faltou. E agora retorna para tentar novamente, dessa vez com ferramentas diferentes.

O Time que Era vs. O Time que Será

Olhar para trás nunca é totalmente inútil. O MIBR 2025 tinha uma identidade: caos criativo. Sayuri e SRN eram jogadoras de instinto puro. Lissa puxava o time com Omen agressivo. Esse time era imprevisível, e às vezes imprevisibilidade bate organização por algumas rodadas. Mas em MD5 contra times estruturados como a Team Liquid e Shopify Rebellion? Imprevisibilidade não basta.

O novo MIBR 2026 parece desenhado para ser mais previsível, mas no bom sentido. Conir traz experiência de como times vencedores se comportam. Mizzy conhece o mercado doméstico. Waved tem espaço para aprender com ambas. E Bstrdd segue como a engrenagem que se adapta. Essa é uma equipe que pode ser menos explosiva, mas potencialmente mais consistente.

A MIBR GC Conseguirá Rivalizar Com A Team Liquid?

A Team Liquid ergueu o troféu do GCC 2025. Venceu Shopify Rebellion Gold em uma final acirrada. Sua formação com daikibizerraisaajoojina e Jelly é, em qualquer métrica, a força dominante do Game Changers Brasil no momento.

Aqui está o ponto crucial: nas finais brasileiras de 2025, a Team Liquid venceu MIBR 3-2. Dois mapas foram decididos por margens apertadas. A MIBR não perdeu porque era ruim. Perdeu porque a Liquid é melhor organizada, mais disciplinada e tem múltiplas pontas onde seus jogadores podem brilhar.

Pode o MIBR 2026 fechar essa lacuna? Essa é a pergunta do milhão. Conir como entrada tática e Waved como duelista podem funcionar. Mas a Team Liquid não vai pausar. A equipe campeã mundial também irá construir no sucesso do passado para voltar ainda mais forte.

Elenco da Team Liquid Visa posa para a foto do evento
A Team Liquid é o time a ser batido no Game Changers (creditos: Riot Games)

Que Venha A Temporada 2026!

A temporada 2026 vai definir se reconstruir completamente era o caminho certo. O time chega ao mercado dizendo: "Somos ambiciosos." Conir é a evidência externa disso. Waved é a promessa para o futuro. Mizzy é o equilíbrio entre os três. Bstrdd e Melissa seguem para lembrarem que alguns alicerces não se mexem.

Será que é o suficiente para derrotar Team Liquid e o resto de seus concorrentes? Não há como saber ainda. Mas num cenário onde a MIBR poderia ter mantido o time anterior "porque não foi tão ruim", a organização escolheu discordar. Escolheu revolucionar. E em esports, coragem conta.

A nova MIBR GC já chegou diferente. Agora é questão de ver se diferente significa melhor.


Créditos da imagem em destaque: MIBR

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