paiN assume o lugar da BetBoom na BLAST Open Porto
A BetBoom ficou fora da BLAST Open Porto por um motivo que nada tem a ver com o jogo dentro do servidor. Problemas de visto impediram a organização russa de viajar para a competição, e quem herdou a vaga foi a paiN, que aproveitou a brecha para voltar ao circuito internacional depois de uma eliminatória sul-americana dolorida.
Um problema que não estava no radar
A BLAST não revelou detalhes sobre quem exatamente teve o visto recusado, mas confirmou que a equipe formada por boombl4, s1ren, d1Ledez, zorte e Magnojez, com Fierce no papel de treinador, simplesmente não vai conseguir embarcar. Não era o tipo de notícia que a organização esperava divulgar às vésperas de um torneio de peso, ainda mais um que distribui 1,1 milhão de dólares em premiação.
A fase de grupos acontece nos estúdios da BLAST em Copenhague, entre 26 de agosto e 31 de agosto, e as seis equipes que avançarem embarcam para os playoffs na Super Bock Arena, no Porto, marcados para os dias 4, 5 e 6 de setembro. Ou seja, ainda dá tempo de a substituta se adaptar antes da parte mais dura da competição.
A paiN não ia desistir assim tão fácil
A ironia é que a paiN nem tinha garantido presença original no torneio. A equipe brasileira, formada por biguzera, piria, saffee, Snow e vsm, chegou a disputar a vaga sul-americana direto na final do qualificatório, mas esbarrou na Sharks, que fechou a série em 2 a 0 no início de julho e carimbou o passaporte para Porto. Foi um baque, principalmente depois de a paiN chegar como favorita na região.
Só que o cenário mudou rápido. Com a saída forçada da BetBoom, o próprio regulamento do torneio prevê que o segundo colocado do qualificatório assuma o lugar em caso de desistência, e foi exatamente isso que aconteceu. A equipe brasileira ganhou uma segunda chance que não esperava ter, e chega para tentar provar que aquela final perdida não define a temporada.
O que muda no chaveamento
Com a troca, o grupo sul-americano na fase de grupos passa a ter cara conhecida do público brasileiro, já que a paiN entra como representante direta da região ao lado da Sharks. A expectativa agora é ver como a organização vai se preparar num prazo curto para enfrentar nomes fortes do cenário europeu e asiático que também estão confirmados na chave.
Vale lembrar que o torneio reúne equipes como Spirit, Falcons, Vitality, MOUZ, NAVI e G2, o que torna a estreia da paiN qualquer coisa menos tranquila. Mas, para um time que queria mais uma chance de jogar contra os melhores do mundo, a porta que se abriu por causa de um visto pode acabar sendo o empurrão que faltava para reencontrar o próprio jogo.
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Créditos da Imagem em Destaque: ESL
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