VCT Americas 2026 Terá Brasileiros Sedentos Por Voltar à Elite do VALORANT

VCT Americas 2026 Terá Brasileiros Sedentos Por Voltar à Elite do VALORANT

6 Jan, 2026, 11:36

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Última atualização: 13 Jan, 2026, 12:23

Se você acompanha VALORANT competitivo, provavelmente viu aquele período onde o Brasil era basicamente o protagonista do cenário global. LOUD em campeonatos importantes, Saadhak virando lenda viva, mwzera em discussões de melhor duelista. E aí veio 2024, 2025, e parecia que o Brasil tava sumindo de ação.

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Pois bem, janeiro de 2026 tá chegando com uma mensagem bem clara: a galera não está nem perto de desistir.

O VCT 2026: Americas Kickoff começa em 15 de janeiro, e essa história de "formato novo com eliminação tripla" que tá rolando? É só a desculpa. O real destaque é que pela primeira vez temos brasileiros (e quase-brasileiros) em praticamente metade da franquia.

A LOUD quer provar que ainda é relevante. A FURIA fez uma aposta que ou é genial ou vira meme pra eternidade. O MIBR abriu o baú inteiro de grana. E tem a KRÜ, que é argentina mas parece mais brasileira que muita organização brasileira.

Sem falar no trio BR da Leviatán que saiu também está querendo invadir a franquia.

O Retorno Que Todo Mundo Esperava

Vamos começar pelo óbvio: Saadhak. O cara é argentino, tecnicamente. Mas vendo o VALORANT que o sujeito criou ao longo dos anos, liderando times, fazendo jogadas mágicas, mantendo a coesão em times que deveriam estar caindo aos pedaços, virou praticamente um ídolo brasileiro.

Quando a KRÜ anunciou que Saadhak voltaria, foi como se o Brasil inteiro tivesse gritado "ele voltouuu". Mas ele mesmo é honesto sobre isso: o cara não está vindo pra salvar ninguém. Voltou porque quer fazer história no LATAM, quer dar um título pro time dele, pro país dele, pra galera da região. É ambicioso demais? Talvez. Mas alguém que virou campeão mundo não tem motivo pra pensar pequeno.

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O detalhe importante é que Saadhak sabe que tá construindo algo novo. Não veio pra falar "somos os melhores e vamos dominar tudo". Veio entendendo que três dias de treino não conseguem desfazer o tempo fora. É realismo disfarçado de confiança.

E ele não veio sozinho.

Quando Você Monta Um Time Com "Todos os Brasileiros Disponíveis"

Less retornou. O cara saiu pro VALORANT europeu, virou campeão, estruturou-se como um dos sentinelas mais sólidos do jogo, e depois olhou pro Américas e pensou "não, aqui é meu lugar". mwzera que tava sem um time sólido, voltou. silentzz veio do Ascension onde foi campeão. Dantedeu5 continua levando a bandeira argentina.

A KRÜ basicamente gritou "queremos os melhores brasileiros disponíveis e estamos trazendo eles AGORA". É raro ver organização com essa clareza de visão. Normalmente vira aquele caos de "queremos trazer alguém mas tá caro, então vamos trazer uns jovens" e aí ninguém fica satisfeito.

Aqui não. A KRÜ decidiu competir de verdade com qualidade comprovada. O resultado? Um time que provavelmente é um dos favoritos no Kickoff. Não garantido, mas favorito.

A LOUD Mantendo a Vela Acesa

A LOUD não fez mudanças drásticas. cauanzin, pANcada, lukxo, Virtyy continuam. Só trouxe Darker do lado. Alguns podem chamar de conservador. Mas e se a LOUD realmente só estava esperando um ajuste fino? O pANcada continua sendo um controlador absurdamente bom, lukxo é sentinela sólido, cauanzin e Virtyy formam uma dupla que funciona.

O problema é que a comunidade tem essa sensação de que LOUD já foi "mais LOUD". Como se tivesse passado o pico dela. A equipe agora carrega esse fardo psicológico de "você já foi melhor". Enfrentar a Cloud9 no primeiro dia (15 de janeiro, 22h) não é o ideal pra esse tipo de pensamento.

Mas a LOUD está ali. Quer voltar. E se há um jogador que pode carregar um time pra cima com puro talento, é o pANcada.

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A Aposta Louca da FURIA

A FURIA entrou 2026 e basicamente disse: "sabe aquele medo de time brasileiro virar time gringo? A gente tá fazendo isso": artzin continua. Tudo mais agora é canadense, americano, quirguiz.

nerve é um IGL sólido vindo da NA. alym é uma duelista que já mostrou relevância. Os canadenses têm experiência. É uma aposta. Honestamente? Pode dar certo. Pode dar horrível. Não tá escrito em nenhum lugar que brasileiro precisa de outro brasileiro pra jogar bem.

O caótico aqui é que FURIA enfrenta KRÜ no dia 16 de janeiro (19h). Duas organizações. Dois caminhos completamente opostos. Um deles vai "confirmar" que sua estratégia tava certa. O outro vai passar por aquele momento incômodo de justificar suas decisões.

A comunidade inteira já está esperando esse jogo.

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MIBR Gastou Quanto?

O MIBR chegou e fez a coisa mais simples e mais cara possível: pegou três caras da elite do VALORANT (zekken, Mazino e tex) e disse "vamos ver como eles funcionam aqui no BR".

O risco é óbvio. Se não der certo, vira aquela história de "o MIBR queimou grana importante pra nada". Se der certo? Meu Deus, o MIBR virou uma potência global.

aspas e Verno continuam na festa. É responsabilidade pesada, considerando que estão ajudando a carregar um dos maiores investimentos já feitos no VALORANT pela organização.

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Leviatán Com Fome de Relevância

Sato, spikeziN, blowz. Três caras jovens que aparentemente resolveram invadir a franquia de uma vez. A Leviatán aposta nos garotos, nas promessas, no futuro. É diferente das outras histórias aqui. Não é retorno. É estreia de verdade.

E o caótico disso tudo é que eles têm chance real. Agora estão num palco maior com kiNgg (chileno) e Neon (argentino) ajudando. Se explodirem de bom, a geração brasileira fica ainda mais assustadora.

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O Que Está Em Jogo

Tem três vagas pro Masters Santiago em fevereiro. Tem o prestígio de ter sido o primeiro grande torneio de 2026. Tem o fator psicológico de se posicionar (ou não) como a elite do VALORANT Americas. 

A KRÜ com seu core consolidado de brasileiros volta a competir como se nunca tivesse saído. A FURIA aposta que "sim, a gente precisa de gringos pra ganhar", e faz isso com uma organização brasileira. O MIBR prova que grana e talento combinado pode ser imbatível. A LOUD tenta manter relevância sem grandes mudanças. E a Leviatán coloca garotos em um palco onde ninguém esperava ver eles.

Qualquer uma delas que ganhar o Kickoff é mais do que levantar o troféu. É carregar a confirmação de que sua escolha tava certa.

Tem Algo de Romântico Nisso Tudo

Se você parar pra pensar, tem algo meio cinematográfico nessa história toda. Saadhak voltando como uma lenda quase-brasileira querendo expandir sua influência para toda LATAM. Less saindo da Europa porque sente falta. mwzera recebendo uma segunda chance. LOUD tentando recapturar o brilho. FURIA fazendo aposta que ninguém mais faria. MIBR colocando TUDO na mesa.

E enquanto isso, tem um trio jovem na Leviatán querendo invadir e provar que o futuro é deles.

Ninguém estará feliz com a derrota ou com uma eliminação precoce. Todo mundo está com aquela fome específica de quem tá retornando ou tentando chegar. É tipo aquele episódio de anime onde todo mundo volta mais forte.

O campeonato começa 15 de janeiro. Diversos times com conexão brasileira. Uma quantidade absurda de histórias pra acompanhar. E pra quem ama VALORANT, isso é basicamente tudo que você poderia pedir.

Que comece.


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Créditos da imagem em destaque: KRU, MIBR, FURIA, LOUD

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