Léo Faria Explica Regra Polêmica Contra Provocações no VALORANT Champions 2026

Léo Faria Explica Regra Polêmica Contra Provocações no VALORANT Champions 2026

18 Sep, 2026, 19:22

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Última atualização: 18 Sep, 2026, 19:22

A proibição da famosa provocação "teabagging" e de tiros nos corpos de adversários no VALORANT Champions 2026 deu o que falar na comunidade de VALORANT nos últimos dias, fazendo com que Leo Faria, chefe global de VALORANT Esports, tivesse que vir a público esclarecer a postura da Riot quanto às regras.

Em meio a várias reclamações de que o jogo poderia estar perdendo parte do show do competitivo, que são justamente as provocações entre os jogadores, Leo afirmou que a mudança adotada no Champions Shanghai é uma medida pontual motivada por "sensibilidades culturais".

Regra Será Exclusiva do Champions Shanghai

O regulamento do mundial proíbe os jogadores de atirarem em corpos de adversários abatidos, além de realizarem teabagging (o ato de agachar e levantar o personagem repetidamente sobre o corpo de um inimigo que acabou de ser eliminado) e outras condutas consideradas inadequadas dentro do jogo. Qualquer violação pode resultar em ação disciplinar.

A repercussão da regra levou Faria a esclarecer a posição da Riot no X. Segundo o executivo, a mudança vale especificamente para o campeonato realizado em Xangai e não significa que a desenvolvedora pretende eliminar esse tipo de provocação do cenário competitivo.

Faria afirmou que a Riot não quer tornar o esporte excessivamente controlado a ponto de tirar parte da diversão. Para ele, atirar em corpos e fazer teabagging são comportamentos aceitáveis de maneira geral e um pouco de provocação faz parte da competição. No Champions Shanghai, porém, quem decidir fazê-lo estará desrespeitando uma regra formal do evento.

A distinção é importante porque ações do tipo são comuns no VALORANT competitivo e costumam ser usadas para provocar adversários durante as séries.

Advertência Pode Escalar para Penalidades e Multas

Em outra resposta, Faria explicou como a Riot pretende lidar com eventuais violações durante o mundial. Por estar expressamente proibida no Champions Shanghai, a conduta seguirá o protocolo disciplinar tradicional da organização.

De acordo com o executivo, o processo começa com advertências e pode escalar para penalidades, multas e outras medidas caso o comportamento continue. Faria não detalhou uma punição automática para cada ocorrência, indicando que as consequências podem aumentar conforme a situação.

O cenário é diferente nas demais competições. Segundo Faria, normalmente não existe consequência disciplinar da Riot para esse tipo de provocação fora do Champions Shanghai. O jogador que optar por provocar um adversário, contudo, também precisa estar preparado para lidar com a reação da comunidade sem esperar que a Riot tome partido ou intervenha.

Riot Já Tentou Conter as Provocações Antes

A discussão sobre esse tipo de conduta acompanha o VCT desde seus primeiros anos. Em 2021, antes de uma partida entre G2 Esports e DfuseTeam pelo VCT Europe, administradores orientaram os jogadores a não fazerem teabagging nem atirarem em adversários abatidos, classificando esse tipo de comportamento como indesejado durante a transmissão.

Patryk "paTiTek" Fabrowski, então jogador da G2, divulgou a orientação recebida pelos participantes. Carlos "ocelote" Rodríguez, fundador da organização, criticou publicamente a medida e chegou a incentivar seus jogadores a continuarem com as provocações. A principal diferença para Shanghai é que, desta vez, a restrição está formalmente escrita nas regras do evento e prevê ação disciplinar em caso de violação.

Provocações Já Renderam Tensão em Torneios Internacionais

O assunto também ganhou força novamente em 2026. Durante o Masters London, em junho, Efe "s0pp" Tur, da FUT Esports, chamou atenção ao atirar nos corpos de jogadores da EDward Gaming durante o confronto entre as equipes. Parte da torcida presente respondeu com vaias às provocações do jogador.

A partida acabou cercada por uma discussão maior nas redes sociais depois do confronto. Faria, no entanto, não apontou aquele episódio como a causa da nova regra. Ao explicar a decisão para o Champions, o dirigente limitou-se a citar as sensibilidades culturais relacionadas ao evento deste ano.

O Champions Shanghai começa em 24 de setembro e segue até 18 de outubro. Dezesseis equipes das quatro regiões do VCT disputarão o título mundial de VALORANT, com a fase de grupos abrindo o torneio e oito times avançando para as Eliminatórias.


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Crédito da imagem de destaque: Reprodução/VALORANT

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