Astini Se Pronuncia Contra Manipulação de Resultados na América do Sul Após Banimento de TaiLung
Filipe "Astini" Ribeiro está em uma cruzada pessoal contra cheats em Dota 2 há algum tempo, e depois que Santiago "TaiLung" Agüero Gustavo foi banido de eventos da PGL, seus esforços se expandiram pra abordar a tendência endêmica de manipulação de resultados na América do Sul e do Norte.
Vamos relembrar o que Astini falou sobre esses problemas ao longo de 2026, seu ponto de vista sobre o banimento de TaiLung e como os fãs reagiram aos tweets em que ele compartilhou suas opiniões.
Times da América do Sul Trapaceando nas Qualificatórias da EWC 2026
O primeiro grande movimento do Astini contra os cheaters aconteceu durante as Qualificatórias Regionais da Copa do Mundo de Esports de 2026.
Segundo ele, os times estavam trapaceando, e ele pediu que os organizadores criassem um servidor privado de Discord pro torneio, que acabou sendo implementado pra ajudar a garantir a integridade competitiva.
Mesmo se classificando no final, Astini ainda lamentou que seu amigo Héctor "K1" Rodríguez não teve a mesma sorte e acabou sendo prejudicado pelas atividades de hackers.
“Ele só achou que não seria pego”
Logo após o anúncio do banimento de TaiLung, Astini deu uma entrevista pra Esports Insider e compartilhou seu ponto de vista sobre o problema de manipulação de resultados nas cenas de Dota 2 da América do Sul e do Norte.
Ele mencionou que o manipulação de resultados virou tendência e até meme no Peru, a ponto de dizer:
“Os maiores streamers do Peru foram banidos por manipulação de resultados. Eles sabem o que acontece. Só acham que não vão ser pegos e que a relação risco-recompensa vale a pena.”
De acordo com Astini, Santiago não era simplesmente um adolescente ingênuo que se meteu em uma situação ruim; ele sabia no que estava se metendo e fez mesmo assim.
Aui_2000 é outro nome proeminente da cena profissional de Dota que também falou sobre as impressões que tinha de TaiLung. Na época, ele acreditava que algumas ações de TaiLung eram intencionais, e aparentemente seu tweet também levou Astini a analisar mais a fundo o histórico de partidas do jogador, onde ele supostamente encontrou evidências de provável win trading (troca de vitórias em partidas ranqueadas).
Segundo Astini, "Parece que ele também fez bastante win trading pra chegar ao Top 100." Mesmo assim, ele reconheceu que TaiLung é um jogador realmente habilidoso e provavelmente chegou ao Rank 1 por mérito próprio.
Peruanos Estão Fazendo Manipulação de Resultados na América do Norte Também
Retomando a entrevista de Astini, ele também argumentou que novos talentos não conseguem chegar às Qualificatórias Fechadas na América do Norte porque as Qualificatórias Abertas estão infestadas de times peruanos que supostamente usam cheats pra se classificar, só pra depois fazerem manipulação de resultados nos jogos das Qualificatórias Fechadas.
“Uso de cheats também é um problema enorme não só na SA, mas também na NA. Claro, a NA é uma região morta por 99 motivos, mas um dos maiores é que tem muitos peruanos usando cheats nas Qualificatórias Abertas pra ir às Qualificatórias Fechadas, depois fazem manipulação de resultados lá, então novos talentos da NA nunca vão passar das Qualificatórias Abertas se encontrarem o time peruano errado no caminho.”
A América do Norte pode já ter perdido times promissores antes mesmo de terem chance de se estabelecer, com alguns jogadores possivelmente abandonando o sonho de se tornarem profissionais depois de esbarrarem repetidamente em times suspeitos de trapaças ou manipulação de resultados.
Segunda Onda: "Fãs" Defendendo Manipuladores
Depois de dar seu ponto de vista e conceder a entrevista, Astini inicialmente pretendia deixar o assunto de lado. No entanto, outro problema o obrigou a se manifestar novamente, dessa vez por meio de um tweet longo e detalhado.
De acordo com Astini, existe toda uma comunidade no Peru que glorifica os manipuladores de resultados e, por extensão, culpa e assedia jogadores que de alguma forma se envolvem em casos como o banimento permanente de TaiLung.
Ele destaca que as investigações em andamento costumam resultar em suspensões provisórias, como no caso da PlayTime. Portanto, na visão dele, o fato de a PGL ter banido TaiLung permanentemente sugere que a organização possui evidências conclusivas que sustentam a decisão.
Como era de se esperar, alguns fãs peruanos acusaram Astini de favorecer jogadores brasileiros e odiar jogadores peruanos, tentando enquadrar a discussão em torno da nacionalidade dos jogadores em vez de falar das acusações em si, de forma semelhante ao que aconteceu quando Parker foi removido da HEROIC.
Também é importante destacar que algumas pessoas defendendo os acusados de manipulação de resultados acabaram culpando tanto a LGD Gaming por informar a PGL quanto o próprio Astini por abordar publicamente o assunto em vez de apoiar outros jogadores peruanos que ainda têm a oportunidade de se tornarem estrelas de uma nova geração, como Máximo "Wits" Orozco Alza, preferiram levar o assunto pra o lado pessoal.
Considerações Finais
Além da necessidade urgente de lidar com trapaceiros e manipuladores de resultados, o Peru também parece ter um problema localizado envolvendo supostos fãs que defendem essas ações e tentam continuamente retratar os acusados de trapaça como vítimas das pessoas que simplesmente aplicam as regras.
Não tenho voz sobre como o Dota profissional vai lidar com esses problemas daqui pra frente, mas ver os dois eventos mais esperados do ano afetados por trapaças e manipulação de resultados deveria ser respondido com ações fortes da Valve, dos organizadores de torneios ou, preferencialmente, de ambos.
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Fonte da Imagem em Destaque: Twitter (@AstiniDota)

