Crise na paiN Gaming: CEO renuncia após novos escândalos no caso TitaN
Quando a crise bate na porta, ela não vem sozinha. A paiN Gaming está descobrindo isso da pior forma possível. Nesta quinta-feira (12), a organização comunicou a renúncia de Thomas Hamence, CEO da equipe desde 2018 e a notícia não chegou do nada. Ela é o resultado direto de semanas de decisões que a própria paiN admitiu terem sido erradas.
O começo do fim
Tudo começou em janeiro de 2026, quando a streamer Gabzuski revelou que ela e outras quatro mulheres entrariam na Justiça contra o ADC Alexandre "titaN" Lima, acusando-o de compartilhamento ilegal de conteúdo íntimo e assédio sexual. A paiN reagiu suspendendo o jogador por tempo indeterminado. Parecia o fim da história, mas não era.
A situação ficou muito mais grave quando a Polícia Civil de São Paulo confirmou o recebimento de um Boletim de Ocorrências investigando titaN por estupro de vulnerável, disseminação de pornografia e abuso sexual. Entre as vítimas, uma adolescente de 16 anos. Não tinha mais como minimizar.
A brasa que virou incêndio
O que derrubou Thomas Hamence de vez foi uma série de revelações bombásticas divulgadas pelo Sheep Esports. Segundo o portal, em uma reunião com torcedores, membros da diretoria da paiN teriam afirmado que titaN foi "atiçado" pela menor de idade, além de um diretor ter questionado com "quantos anos as pessoas presentes tinham quando perderam a virgindade". A organização também teria tentado aparelhar torcidas organizadas e negado ter conhecimento completo das acusações.
A repercussão foi imediata e brutal. As torcidas Herdeiras da Tradição, Crias da P, Os Tradicionais e paiN Fanfest publicaram notas se desvinculando da organização. A base que sempre foi o coração da paiN virou as costas.
A nota que diz muito sem dizer tudo
Na nota de comunicado, a paiN admitiu que as últimas decisões foram tomadas tratando a organização "apenas como uma empresa". O texto ainda evocou o bordão mais famoso da história da equipe como um lembrete do que a organização esqueceu de ser no meio da crise: "Isso aqui não é um time, essa porra é uma família". Hamence deixa o cargo, mas a paiN ainda não informou quem assumirá a liderança nem se há outras mudanças estruturais previstas.
A situação de titaN no CBLOL segue com Marvin no lugar do jogador afastado. A paiN até voltou aos treinos com o ADC pouco tempo depois do afastamento, o que só tornou o cenário mais explosivo.
A organização diz que esse é "apenas o primeiro passo de uma nova era". Para a torcida que ficou, resta torcer para que os próximos passos sejam diferentes dos últimos.
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Crédito da imagem de destaque: LTA Sul
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